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BETOVA no Festival Internacional de Curtas de SP!

ENGLISH: Alan Langdon’s short experimental video BETOVA – The Year of The Dog is premiering at the Sao Paulo International Short Film Festival, which takes place between AUG 17th and 29th. Check out the screening times and dates! Aso, find out more at the project’s website: www.BETOVA.TV

SPECIAL PROGRAM: YOUNG VIEWERS

24/08 – 15h – Cinemateca – Sala BNDES
26/08 – 16h – Cinemateca – Sala Petrobras
29/08 – 16h – Centro Cultural São Paulo

Check out the festival’s complete schedule at: http://www.kinoforum.org.br/curtas/

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PORTUGUES:
O curta-metragem BETOVA – ano da cachorra de Alan Langdon andou farejando uns festivais de cinema e terá sua premiere nacional esta terca, quinta e domingo, no Festival Internacional de Curtas-Metragens de Sao Paulo 2010, que vai do dia 19 a 29 de agosto de 2010. O curta de Alan Langdon será exibido nos seguintes horarios e locais, na programacao Juvenil da mostra:

PROGRAMA ESPECIAL: MOSTRA JUVENIL

24/08 – 15h – Cinemateca – Sala BNDES
26/08 – 16h – Cinemateca – Sala Petrobras
29/08 – 16h – Centro Cultural São Paulo

Confira a programação completa do festival no site: http://www.kinoforum.org.br/curtas/

SOBRE O CURTA

O curta-metragem Betóva – O Ano da Cachorra originou do material editado para o projeto O Ano da Cachorra, constituindo uma sequência cronológica em fragmentos ao som de uma sonata de Beethoven.
Ele não está disponível para assistir online no momento, pois está fuçando pelos festivais de cinema.

título Betóva – O Ano da Cachorra
diretor Alan Langdon
ano 2010
duração 15”
formato DV NTSC
gênero Experimental

trilha Rondo in G, Op. 51 nº 2 (Ludvig Van Beethoven), por Claudio Arrau

SINOPSE

365 fragmentos esboçam o panorama temporal de uma casa,
onde o fio condutor é o primeiro ano de vida da cadela Betóva.

NAS PALAVRAS DO DONO

Alan Langdon escreve sobre o projeto O Ano da Cachorra

O projeto O Ano da Cachorra surgiu dia 26 de maio de 2003, quando eu adotei uma cadelinha de um mês de idade. Eu havia recém mudado de volta para a casa onde passei a juventude, em Florianópolis, após 7 anos nos EUA. Em retrospecto, acho que estava inconscientemente à procura de uma “âncora viva”, uma companhia que marcasse minha volta como definitiva. Então surgiu a Betóva. Eu estava caminhando para casa numa noite de chuva, havia pego meu videocassete no conserto. No campus da universidade deparei com dois moleques do morro com duas filhotes, uma preta com luvas brancas e uma cor marrom claro. “É pitbull, tio leva!” disseram, animados. Mas eu não queria uma cachorra agressiva, expliquei. “Mas é mansinha, o veterinário disse!” foi a resposta dos meninos, que provavelmente saíram para doar os cães por ordem dos pais dizendo “O quê? Outra boca pra alimentar?!” Pensei em pegar a clarinha, mas a pretinha se aninhou comigo e era tão meiga que decidi levá-la. Perguntei qual era o nome dela e um dos meninos disse “É Beethov… ah, é cadela: Betóva!” Voltei pelas quadras esportivas da universidade, a Betóva se equilibrando em cima do videocassete e debaixo do guarda chuva.

A idéia inicial era registrar diariamente a cadela em vídeo, sempre no mesmo local e posição, de modo que uma montagem cronológica mostraria ela crescendo. Impossível! Filhotes não páram quietos, e no final das contas, mais interessante assim. Então fui registrando ela nos arredores da casa, gravando alguns segundos ou minutos por dia. Cerca de um ano depois, comemoramos o aniversário dela e parei de gravar.

Passei os próximos 6 anos montando o material captado, gerando 366 micro-episódios (2004 foi um ano bi-sexto), episódios que variam entre 5 segundos e 5 minutos, num total de 4 horas. Na montagem justapus os ritmos domésticos com as sutilezas internas de cada dia, buscando trazer à tona algum fluxo essencial- subjetivamente percebida por mim. Ora simples meditações acerca do ócio, ora registros de momentos significativos, os episódios acumulam num vasto retrato daquele ano na casa, onde a Betóva é o fio condutor. Chegam outros cães, amigos, uma namorada, um inquilino com o mesmo nome que eu… a cadela acaba alternando entre personagem principal e pano de fundo para o pulsar vital na casa.

As vezes com um certo senso de humor (auto)reflexivo, a montagem de cada episódio seguiu intuições e impulsos momentâneos, inspirada na memória trazida pelas imagens captadas anos antes. Esses episódios viraram matéria prima para diferentes explorações audiovisuais, uma sendo o site www.Betova.tv com atualizações diárias onde visitantes podem ver o que acontecia com Betóva há 7 anos atrás.

O curta-metragem Betóva – O Ano da Cachorra também saiu desse material, constituindo uma sequência cronológica em fragmentos ao som de uma sonata de Beethoven. Outros afluentes envolvem o conceito de hypervideo / interatividade, como o dvd O Ano da Cachorra, onde o usuário interage com o material de várias maneiras. Numa outra encarnação, o material cronológico é manipulado ao vivo em projeções acompanhadas por um pianista, onde alargamentos temporais nos episódios suscitam improvisações musicais.


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